Virar Sócio ou Credor da Cemig

Aqui em Minas é muito comum ouvir o pai gritar para o filho: “Apaga a luz que eu não sou sócio da Cemig!” Eu não posso falar o mesmo para o meu filho pois sou sócio (minóritário) por ter ações da empresa via Bovespa (a nossa Bolsa de Valores). Claro que isso não é sinal que deixo as luzes de casa acessas à toa, pois a conta no final do mês eu tenho que pagar. A Cemig não me isenta disto é claro, pois sou também consumidor. Mas tem os seus benefícios, recebo dividendos (lucro da empresa pago aos acionistas), além do valor do aumento da ação (que nos últimos 6 meses subiram 40%). Virar sócio de um negócio é ter participação no lucro e a empresa é obrigada a pagar no mínimo 25% do lucro líquido. No caso a Cemig paga no mínimo 50% do lucro líquido.

Mas em março (fevereiro para fazer a proposta) deste ano terá uma oportunidade a mais, ser credor da Cemig! Isso mesmo, emprestar dinheiro a ela. Assim como o consumidor poderá ficar devendo dinheiro à Cemig por não pagar uma conta de luz, você pode, ao contrário, ter a receber da Cemig via debêntures (títulos de renda fixa emitidos por empresas privadas). Parece com os títulos públicos, assim como o Tesouro Direto, porém com um risco maior (pois o governo é considerado de menor risco) e também com um prêmio maior (juros maiores). Aí que está a vantagem: receber juros de uma grande empresa como a Cemig! Numa época de juros menores temos que procurar mais e assumir mais riscos para ganhar mais. As debêntures em questão pagarão no máximo 7,3% anualmente e o valor do principal a ser pago em 3 parcelas mais a variação do IPCA no período em 2020, 2021 e 2022 (caso do título mais longo de vencimento em 10 anos). Nos próximos dias deve sair datas da oferta. É um investimento interessante para diversificar a parcela de renda fixa no médio prazo.

Caro ou barato?

Como comprar mais barato? Comprar em grande quantidade, naquelas embalagens do tipo leve 12 e pague 11 no supermercado? Não, faça a conta, é incrível como acontece o contrário: grandes embalagens cheia de produtos que deveriam ser mais baratos pois tem menos material de embalagem e você leva mais demorando pra consumir tudo. Cansei de fazer a conta e o melhor quase sempre era comprar 2 ou 3 conjuntos (caso queira comprar maior quantidade). Papel higiênico e fraldas descartáveis são exemplos mais comuns, mas fiquem atentos em qualquer produto que aparece em “promoção”. Exemplo recente de compra: a embalagem padrão de 4 rolos por 3,99 (logo, 12, 3×4 deveria ser menos de 12) saia a 14,00 por 12 rolos (mais de 2 reais mais caro)! E se não sabe ou quer fazer conta de cabeça, use a calculadora (seu celular tem).

Outro problema de comparar preço é o peso, e mais uma vez a indústria de produtos de consumo (principalmente alimentícios) vem reduzindo a quantidade de produto por embalagem sem reduzir o preço. Portanto faça a conta (neste caso a calculadora ajuda muito) para obter o preço por grama. Uma dúvida que tenho nesta prática é se os institutos de pesquida de preços fazem o cálculo da inflação levando em conta esta prática. Acho que não! Por isso a inflação na prática parece maior que os índices oficiais. E os nossos salários sobem depois baseado na inflação oficial, portanto o nosso poder compra ainda diminui, por isso fique de olho para não comprar mais caro.

Resumindo, além da lista de compras, leve uma calculadora para fazer as compras!

Custo-Benefício?

Todo mundo sabe que analisar o custo benefício é importante, mas tem que analisar também muito o verdadeiro benefício. Por exemplo, não adianta comprar barato e com qualidade inferior. Em pouco tempo o produto pode ficar estragado (ex: bolsas, mochilas, sapatos). Ou comprar algo relativamente barato mas que você não precisa ou usará pouco. Desta forma o bom custo-benefício será na verdade um grande desperdício! E tem gente que compra caro, ou o modelo mais caro de um produto que não vai usar (ou muito pouco).

E o que é caro ou barato? Depende do benefício que você quer e necessita. Se você é um músico, pode compensar comprar aquele instrumento melhor, que consequentemente é mais caro, mas para você é um bom custo-benefício. Já quem é amador ou está aprendendo, pode comprar algo mais simples primeiro, mas que atenda o seu uso.

Nos investimentos também há o custo-benefício. Por exemplo, um fundo de renda fixa, por ter taxa de administração, pode ser bem caro comparado ao Tesouro Direto e ter benefícios parecidos. Claro que pode ser vantajoso ter a facilidade e a liquidez do fundo, mas para isso o custo (a taxa de administração) deve ser o menor possível. Mas neste caso pode ser que você precise de muito dinheiro para conseguir isto. O mesmo vale para um CDB, que não tem taxa de administração mas tem um % do CDI (a taxa de juros máxima).

Portanto antes de olhar o preço, olhe bem o que você precisa, as características do produto que você necessita (de consumo ou de investimento) e depois avalie a qualidade, marca e faça uma boa pesquisa de preços nos modelos mais adequados. E boa compra!

Dólar subindo, o que fazer?

Vai viajar e justamente agora o dólar sobe? Pois é, o que fez a festa de muitos brasileiros em viagens e compras, principalmente de eletrônicos, o dólar baixo, começou a subir. Como não sou economista, não vou entrar em detalhes por que está subindo, até porque existem motivos que explicam (ex: quedas de juros) e outros que não (por ex. especulação). Pode subir mais? Poder pode, mas, sinceramente, ninguém pode prever. Mas tenho uma solução para este problema. Se você tem dívidas em dólar, ou melhor terá, como por exemplo compras no exterior, o que fazer? Planejar! Quanto pretende gastar em reais? Tem todo o dinheiro disponível? Você pode ir comprando dólares (ou comprar cotas de um fundo cambial) antes para evitar ser pego de surpresa no dia do pagamento. Se subir muito rapidamente e acha que tem mais o que precisa, vende uma parte e ainda terá lucro! Estes dias estou aproveitando para realizar lucros, pois não tenho viagem ao exterior prevista nos próximos meses e já troquei de equipamentos eletrônicos este ano. Eu utilizo uma parte do meu investimento atrelado ao dólar, por dois motivos: um é poder trocar de computador ou outro aparelho que não é fabricado aqui. Ah, mais o Brasil tem fábricas de computadores (ex: Positivo). Engana-se quem acha que as fábricas de equipamentos eletrônicos que temos garante fornecimento de produtos estáveis na nossa moeda, pois elas são basicamente montadoras. Seus componentes principais são importados. E o dólar ainda representa a referência mundial de valores entre mercadorias transacionadas internacionalmente. Outro uso é para ter um ativo com correlação negativa as minhas ações. No momento de crise no mercado de renda variável, a moeda americana tende a subir, assim como o contrário acontece. Ou seja, em tempo de bonança, pode-se comprá-la cada vez mais barata e agora cada vez mais cara, portanto utilize apenas como seguro pois para especular é complicado. Uma empresa brasileira a Sadia, quase quebrou na crise de 2008 apenas devido ao dólar (achando que ele só iria cair). Este é o problema, quando menos se espera aquilo que parece comum e quase certo, no caso a queda do dólar, de repente sobe sem avisar! Por isso esteja preparado!

Comprar ou não comprar?

Pra mim o maior erro do consumidor é o impulso. Sim, aquela oferta, ou sugestão do vendedor para comprar determinado produto. Por melhor que pareça a promoção, temos que fazer no mínimo duas perguntas: eu preciso disso agora? O preço vale a pena?

Eu acho que encontrei a solução para este erro de compra por impulso, a pesquisa, sim a velha pesquisa de preço que agora tem a facilidade da internet. Afinal, se usam a sua caixa postal virtual para milhares de ofertas “imperdíveis” com validade “curta”, por que não utilizar a tecnologia a nosso favor? Então antes de clicar no produto em questão, dê uma pesquisa nos sites de comparação de preços da internet e veja se a oferta é boa mesmo. E aproveite para ver outros produtos similares. Não esqueça de pesquisar também as características do produto. Você pode pagar barato por um produto que você precisa pouco ou ter outro produto que te atenda que custe menos ainda! Alguns sites tem até histórico de preços para verificar se já custou mais barato recentemente. Claro que é bom ter critério ao comparar produtos parecidos, pois qualidade tem um preço maior que vale a pena. Por isso não deixe de ver também os depoimentos de consumidores dos produtos pesquisados.

Decidido o produto, outra coisa muito importante são as condições de compra. Não quero dizer as condições de pagamento, pois quase sempre à vista o preço é melhor, mas como e aonde comprar. Tem frete? É fácil trocar? O fornecedor é conhecido? Na internet é fácil pesquisar sobre relamações e soluções das empresas de venda também. Não esqueça também de verificar se você não tem algum desconto especial em alguma loja ou cartão que faça o preço baixar ou empatar com um fornecedor que não ofereça as mesmas condições ou vantagens.

E todo este custo de tempo de pesquisa, compensado num preço mais em conta a ser pago para o fornecedor mais justo, pode ter ainda uma vantagem adicional: chegar a conclusão que não preciso deste produto! Ou seja, esta compra seria por impulso e a preço caro! Eu já fiz isso, e espero não fazer mais. Na dúvida, não compre!

Imposto de renda é bom?

Desta vez você deve estar achando que sou maluco: como pode achar imposto coisa boa? Bem, realmente, eu não acho imposto uma coisa boa, pois ele é obrigatório e não permite a livre escolha da melhor destinação deste dinheiro. Porém a questão é outra, já que todos nós temos que pagá-lo, não seria bom que tivessemos um imposto de renda bem elevado? Agora sim, pirou de vez! Não, não estou defendendo uma maior tributação por parte do governo, apenas desejo pagar muito imposto de renda, como diz o meu pai, pois isto significaria que tenho uma renda bem maior ainda! O que você prefere? Ganhar próximo de 2 salários mínimos e não pagar nada de IR ou ganhar 10 vezes mais e pagar 21% deste valor em IR? Eu prefiro ganhar mais mesmo que parte vá para o governo via imposto. Outra vantagem do IR é que podemos avaliar anualmente, como está o nosso patrimônio, de preferência, sempre subindo.

Para provar que não gosto de imposto, apesar de querer sempre pagar mais, ou melhor, ganhar sempre mais, veja o que eu faço para pagar menos imposto de renda. Nos investimentos de renda fixa (fundos, CDB, títulos públicos ou privados) evito resgatar em menos de 2 anos, pois o IR baixa de 22,5% (resgates até 6 meses) para 15%. Quando quero guardar o dinheiro para um prazo mais curto, coloco na poupança mesmo que é isenta de IR. Na verdade o melhor é se programar e reservar parte para curto (poupança) e parte para médio e longo prazo, pois passado 2 anos você poderá resgatar com o mínimo de IR. Para o longo prazo evite os fundos de renda fixa pois eles pagam IR semestralmente, mesmo sem resgates. Outra grande vantagem para a bolsa de valores, vender ações não pagam IR se o total das vendas mensais não ultrapassar os 20 mil reais.

Se fosse só o IR estaria ótimo, mas ainda temos muitos outros impostos para pagar, a maioria deles associados ao consumo, portanto a melhor saída é consumir menos, ou quando isto não é possível, consumir melhor. Como? Fazendo pesquisas, para procurar o que melhor nos atenda ao menor preço possível e portanto com imposto menor. Verificar se não é possível pagar menos ou até não pagar impostos. Um exemplo é a venda de imóvel (até 440 mil) para a compra de outro no período de até 6 meses. Portanto se possível pague menos impostos, se não, desejo que pague muito (ganhe muito)!

Rico ou pobre?

Responda a seguinte pergunta: você é rico ou pobre? Para ficar mais claro, rico do ponto de vista financeiro mesmo. Mas cuidado, não estou perguntando se você é milionário ou tem muitos bens que valem uma fortuna se forem vendidos. Isto porque, voltando ao exemplo da loteria, tem milionário que fica pobre mesmo, o último ganhador do BBB que o diga. Vem fácil, vai fácil. Aliás, ter muito  dinheiro apenas não significa riqueza pois o comportamento do rico é bem diferente do pobre. Pobre quando ganha uma graninha vai logo fazendo festa. Funcionário quando ganha aumento já gasta por conta. Rico quando ganha algum dinheiro extra investe, não troca de carro, pois carro não é investimento. Festa é planejada, pois senão sai do controle e se sair do controle é prejuízo na certa. Ah, e rico não ganha na loteria, pois só ganha quem joga e rico não joga dinheiro fora, pois a chance é mínima. Confesso que poucas vezes joguei na loteria, a última foi quando tive que pagar algo na lotérica e o prêmio estava acumulado, já que estava na fila…

Claro que tem acontecimentos na vida que fazem você perder muito dinheiro, tipo saúde ou desemprego, mas é temporário, e se você gastar menos do que ganha e ter uma boa reserva financeira, poderá passar bem. Eu posso dar o meu testemunho, fiquei desempregado e quando terminou o seguro desemprego já estava empregado novamente e durante este período não foi preciso fazer nenhum sacrifício pois tinha uma boa reserva financeira. Ah, mas tem o lado emocional, claro, mas com dinheiro no bolso, ou melhor no banco, ou melhor ainda em ações de boas empresas, tudo fica mais tranquilo.

Um conhecido estava me falando sobre tanto carro novo nas ruas, será que todo mundo está ganhando bem, ele perguntou? O Brasil finalmente virou um país de ricos? O que aconteceu se a renda não subiu tanto assim? Crédito fácil! Carros  sendo financiados a 80 meses (quase 7 anos) a juros absurdos sem entrada! Agora as coisas estão mudando…

Mas voltando a pergunta inicial, eu me considero rico com a renda que tenho, que não é muita, pois posso comprar à vista, com desconto, o que pessoas “pobres” que ganham mais, têm que pagar a prazo, com juros! Eu sou assalariado, não sou milionário (ainda), mas vou acumulando patrimônio enquanto os pobres vão acumulando dívidas. E quanto mais ganha o pobre, pior, mais carnê ele paga. Agora deu pra entender o que é ser rico ou pobre?

Dinheiro traz Felicidade?

Este mês saiu a notícia do casal canadense (Violet e Allen Large) que doou 11 milhões de dólares ganhos na loteria. “O dinheiro não compra a felicidade”, repetiu Allen, ex-soldador de 75 anos, explicando em entrevistas sua decisão de doar o dinheiro que “caiu do céu”. Como consideravam que não precisavam de nada e que o dinheiro não traz felicidade, fizeram uma lista na qual anotaram, além de membros de sua família, hospitais, serviços de bombeiros, igrejas, cemitérios e organizações beneficentes. Os Large guardaram para si 2% do prêmio, ou seja, cerca de 200 mil dólares.
Diferente dos inúmeros exemplos de pessoas mais novas que ganham fortunas na loteria e mudam a sua vida para pior depois de empregarem mal o dinheiro que veio fácil, este casal, fruto talvez da sabedoria dos anos bem vividos, resolveu dar um destino mais nobre a todo àquele dinheiro. Eles, já aposentados, não quiseram mudar a vida que levavam, fora o trabalho e a preocupação de administrar todo aquele patrimônio.
A maioria das pessoas mal conseguem administrar o próprio salário que recebem mensalmente, imagina então quando ganham uma quantia milhonária de uma só vez! Ah, mas é só colocar no banco numa aplicação segura e viver de renda, diriam esta mesma maioria. Falar é fácil, mas na prática quem não vai querer gastar, sem controle, parte da bolada, não vai sofrer pressão de pessoas próximas para o que fazer ou investir o dinheiro? Ser rico e continuar rico tem um custo.
Antes de jogar novamente na loteria pense no que fará com o dinheiro, ou melhor, aprenda a gerenciar o pouco que ganha todo mês, o décimo terceiro que está chegando, para saber o que fazer quando tiver a oportunidade de ganhar muito dinheiro. Não mude a sua vida apenas porque ficou rico, pois se não for bem administrado, será apenas uma fase temporária. E eu garanto que ficar pobre é bem pior que ser pobre, pois a grande maioria nasce nesta condição e prosperam com o trabalho e o conhecimento. Muitos artistas e pessoas que aparentam ter muito dinheiro vivem endividados apenas para manterem o padrão de vida que tinham no auge do sucesso, mas um dia será inevitável a aposentadoria.
Concluindo, dinheiro não traz felicidade, mas a falta dele pode trazer infelicidade. Valorize o seu dinheiro, poupe e invista para realizar os seus sonhos. Eu prefiro conquistar passo a passo a minha independência financeira do que me iludir em sorteios ou promessas de ganho rápido e fácil.

Custo Fixo ou Variável ?

Não sei quanto a vocês, mas eu sou contra o custo fixo, ele toma parte do nosso salário todo mês e pior, usando ou não o serviço a que este custo representa ele é cobrado assim mesmo. Mas o que é realmente o custo fixo? O melhor (ou pior) exemplo é o telefone! Seja fixo ou celular todo mês você tem que pagar a “mensalidade” pra ficar sócio do clube do telefone. Não precisa utilizar nenhuma vez no mês mas tá lá a cobrança, se usar algo fora do “normal” ainda é cobrado a mais, como por exemplo um interurbano. As empresas alegam a manutenção e tal, mas faz sentido pagar por algo que não utiliza? Por isso até hoje tenho celular pré-pago, que embora pareça custo variável, pois eu só compro crédito se for utilizar, com o vencimento deles acabo perdendo dinheiro e não posso demorar muito a colocar mais créditos senão perco a linha! No telefone fixo então? Ainda bem que achei um plano da minha operadora que acho um pouco mais justo: franquia de reais para utilizar em qualquer gasto seja local, interurbano ou celular e não de minutos (franquia mínima tradicional nunca era utilizada totalmente).
Nos investimentos também temos os custos fixos: nas ações a famigerada custódia, que felizmente muitas corretoras isentam o cliente caso opere no mês. Pra mim a corretagem é mais que suficiente, muito mais quando você só usa o homebroker da corretora. Aqueles tantos tipos análises e informações mais atrapalham quem ajudam, mas aí é assunto para outra coluna. Os fundos também tem o seu custo, a famosa taxa de administração, que agora, com os juros mais baixos, tem feito abater significativamente a rentabilidade.
Resumindo, evite ao máximo os custos fixos, e se for possível transforme-os em variáveis, como no caso do celular por exemplo. Claro que se você é um “ligador” devido a sua profissão, por exemplo, vale a pena pagar menos pelas ligações. Faça as contas e projete o resultado no futuro (um ano) para ver qual a vantagem de um ou outro caso. Veja se não tem um plano mais adequado para você na sua operadora ou na concorrente (use a portabilidade). Só não vale ficar parado pagando o que não usa. Aliás, você não tem alguma assinatura ou cartão que pode ser cancelado? As suas finanças agradecem!

Necessidade ou desejo?

Na minha época de estagiário, há muitos anos, o sonho de consumo de qualquer jovem da minha idade era ter um par de tênis, não um qualquer, mas um que chamasse a atenção, de marca. O meu sonho era um computador, mas isto é outra história… Hoje em dia mudou o objeto de desejo, subiu do pé para a mão: o celular! Seria isso apenas a transformação da sociedade com a evolução da tecnologia?
A cada dia (o meu e-mail está de prova) somos bombardeados com produtos inovadores ou simplesmente na moda, que a publicidade ajuda a vender. Mas eu sempre me pergunto: se o produto fosse tão bom e indispensável, precisaria de tanta propaganda? E te faço a seguinte pergunta: será que precisamos sempre do último modelo anunciado?
Estas reflexões não são para ficarmos deprimidos por consumir sem limites num planeta com dimensões finitas e recursos esgotáveis (esta também é outra história). O meu objetivo é lembrar que os nossos recursos financeiros também são excassos, tamanha é a oferta de produtos à disposição: carros, tvs ou celulares, só para citar alguns dos mais divulgados atualmente. No fundo todos: as montadoras de automóveis, os fabricantes de eletrônicos e os varejistas em geral disputam entre si a destinação do dinheiro que está no seu bolso para elas. Ou melhor, com o crédito, parte da sua renda é destinadas para estas empresas em parcelas, junto com os juros (bancos, não esqueci de vocês).
O que importa nesta história toda é: você consumidor e dono do seu dinheiro (para quem não tem dívidas) o que está fazendo? Você escolhe o que comprar, analisa o custo x benefício? Você pesquisa onde está mais barato e tem as melhores referências para o caso de algum problema na compra? Você procura pagar à vista com desconto (lembra da taxa de juros)? Você vende ou doa o que já não te serve ou está parado? Ou fica mofando ou vai simplesmente para o lixo (sabe se lá aonde vai parar)?
Saber como e no que será trocado o nosso dinheiro é tão ou mais importante do que ganhá-lo ou fazê-lo render. E não se esqueça: a verdadeira satisfação da compra está no que você usufrui dela e não na aquisição do produto ou serviço, pois esta é passageira, seja no celular, TV ou carro, até porque mês que vem pode estar sendo lançado um novo modelo!

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