Dinheiro traz Felicidade?


Este mês saiu a notícia do casal canadense (Violet e Allen Large) que doou 11 milhões de dólares ganhos na loteria. “O dinheiro não compra a felicidade”, repetiu Allen, ex-soldador de 75 anos, explicando em entrevistas sua decisão de doar o dinheiro que “caiu do céu”. Como consideravam que não precisavam de nada e que o dinheiro não traz felicidade, fizeram uma lista na qual anotaram, além de membros de sua família, hospitais, serviços de bombeiros, igrejas, cemitérios e organizações beneficentes. Os Large guardaram para si 2% do prêmio, ou seja, cerca de 200 mil dólares.
Diferente dos inúmeros exemplos de pessoas mais novas que ganham fortunas na loteria e mudam a sua vida para pior depois de empregarem mal o dinheiro que veio fácil, este casal, fruto talvez da sabedoria dos anos bem vividos, resolveu dar um destino mais nobre a todo àquele dinheiro. Eles, já aposentados, não quiseram mudar a vida que levavam, fora o trabalho e a preocupação de administrar todo aquele patrimônio.
A maioria das pessoas mal conseguem administrar o próprio salário que recebem mensalmente, imagina então quando ganham uma quantia milhonária de uma só vez! Ah, mas é só colocar no banco numa aplicação segura e viver de renda, diriam esta mesma maioria. Falar é fácil, mas na prática quem não vai querer gastar, sem controle, parte da bolada, não vai sofrer pressão de pessoas próximas para o que fazer ou investir o dinheiro? Ser rico e continuar rico tem um custo.
Antes de jogar novamente na loteria pense no que fará com o dinheiro, ou melhor, aprenda a gerenciar o pouco que ganha todo mês, o décimo terceiro que está chegando, para saber o que fazer quando tiver a oportunidade de ganhar muito dinheiro. Não mude a sua vida apenas porque ficou rico, pois se não for bem administrado, será apenas uma fase temporária. E eu garanto que ficar pobre é bem pior que ser pobre, pois a grande maioria nasce nesta condição e prosperam com o trabalho e o conhecimento. Muitos artistas e pessoas que aparentam ter muito dinheiro vivem endividados apenas para manterem o padrão de vida que tinham no auge do sucesso, mas um dia será inevitável a aposentadoria.
Concluindo, dinheiro não traz felicidade, mas a falta dele pode trazer infelicidade. Valorize o seu dinheiro, poupe e invista para realizar os seus sonhos. Eu prefiro conquistar passo a passo a minha independência financeira do que me iludir em sorteios ou promessas de ganho rápido e fácil.

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One response to this post.

  1. Posted by Carlos Adolpho Coelho Corrêa Pinto on dezembro 31, 2010 at 4:04 pm

    Caro Toninho,

    Felicito-o pela idéia de explorar este tema, felicidade, extremamente amplo, aliás, transcendente, além do que somos capazes de abarcar. Na prática, no nosso dia-a-dia, tem estreita relação também com a economia, com a forma como devemos investir nosso tempo, energias e reservas. Um dos aspectos que considero mais importantes refere-se ao equilíbrio em todos os campos da vida. Todo bom investidor sabe que devemos diversificar, não colocar todos os ovos na mesma cesta e, ainda, vigiá-los. Também temos de cuidar da imaginação, da ilusão, frear seus ímpetos e, em contrapartida, buscar o conhecimento teórico necessário a cada caso e praticar gradativamente, até alcançarmos a experiência que nos dará a segurança nas decisões. Vivemos numa cultura que exagera o valor do dinheiro, da profissão, dos bens materiais e outros, todos muito importantes, mas que devem ser colocados na dimensão correta, sem detrimento do conhecimento de nós mesmos, do cultivo dos valores mentais, morais e espirituais, da família, etc. Com muita freqüência observamos pessoas que deram atenção extremada aos ganhos materiais e se esqueceram, por exemplo, da atenção primordial que se deve ter com a formação dos filhos. Lá adiante, já maiores, cobram de várias formas o amor e atenção que não receberam, às vezes cometendo erros que comprometem seriamente suas vidas e, consequentemente, a felicidade de toda a família. De quebra, não raro, tem-se de gastar grande parte das economias para corrigir ou tapar os erros. Quando isso ocorre, os pais dizem que deram tudo o que precisavam e se perguntam o que fizeram para que aquilo acontecesse. Somos levados a dedicar vinte ou mais anos da nossa vida para a nossa formação profissional, sendo que raríssimos reservam um dia sequer para o estudo sério do que representa criar um filho, o ser humano mais importante além de nós mesmos. Já há algum tempo várias pesquisas nos informam quanto custa ter um filho, desde o nascimento até a conclusão do curso superior. Dependendo do lugar onde se mora e do nível social, dizem que pode passar de um milhão de reais. Fica claro que a preocupação está muito mais voltada para o lado financeiro de ter filho do que com o ser humano em si. Observando do ponto de vista de investimento (com o perdão da frieza), seria muito mais sensato se a dedicação dos pais fosse mais equilibrada, obtendo, como resultado da colheita, bons frutos nos diversos ramos da vida. Com certeza, todos, pais e filhos, seriam muito mais felizes e realizados.

    Um grande abraço,
    Carlos Adolpho Coelho Corrêa Pinto
    31/12/2010

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