Saúde Financeira 4


Para quem tem muito dinheiro e não tem tempo e perfil para acompanhar a bolsa de valores, uma alternativa são os imóveis. Mas cuidado, diferente de uma renda fixa, que o risco de perder dinheiro é muito menor (desde que seja aplicado em algo confiável atualmente, como os títulos públicos brasileiros), os imóveis não deixam de ter vários riscos e possibilidades de prejuízos. Como qualquer ativo, algo que tem valor de mercado, pode oscilar em função de vários aspectos: depreciação, mudanças nas proximidades, situação econômica (um exemplo foi o que ocorreu nos EUA nos últimos anos). Além é claro de ser difícil venda (baixa liquidez), pelo menos no preço ou na rapidez que o vendedor gostaria. Portanto, como investimento, vale a mesma regra: não deixe o dinheiro todo em imóveis, a não ser que se tenha vários imóveis, gerando uma renda razoável e constante em aluguéis. Mas mesmo assim tem que se pensar que existe um alto custo para manter os imóveis e nem sempre estará gerando renda, por exemplo, devido à inadimplência. Uma boa notícia é a mudança recente da lei que agiliza a retirada do locatário inadimplente, gerando benefício para locadores e locatários que pagam em dia em que tem dificuldade de encontrar mais imóveis a disposição, a preço mais justo.
Outra análise a ser feita em relação a imóveis é quanto está o aluguel em relação ao preço de mercado do imóvel: está compensando em relação a outros investimentos e a inflação? Esta mesma análise pode ser feita para decidir se vale a pena, do ponto de vista financeiro, alugar ou comprar um imóvel para morar.
Outro risco a ser levantado é comprar na planta, devido a problemas na obra ou na construtora ou então comprar muito caro com o falso raciocínio: porque tem subido bastante vai continuar subindo pra sempre, no mesmo ritmo. É a famosa bolha, no caso, imobiliária. Várias cidades tem visto seus imóveis novos subirem de preço no Brasil. Este aumento faz sentido? Até quando? Um exemplo prático é o que ocorre em Brasília e muito bem explicado pelo Fábio Portela no seu blog (http://opequenoinvestidor.blogspot.com/search/label/imóveis), que aliás é de leitura recomendável para quem quer estar por dentro das finanças.
Minha dica: conheça o mercado, pessoas que investem, visite os imóveis, acompanhe o preço, avalie o bairro, pois o que vale no imóvel não é só o tamanho e os acabamentos, mas a vizinhança… Uma alternativa passiva e para menor capital seriam os fundos imobiliários que tem isenção de imposto de renda para pessoa física. Mas faça análise criteriosa dos administradores e imóveis que representam o fundo. Bons investimentos!

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