Na minha época de estagiário, há muitos anos, o sonho de consumo de qualquer jovem da minha idade era ter um par de tênis, não um qualquer, mas um que chamasse a atenção, de marca. O meu sonho era um computador, mas isto é outra história… Hoje em dia mudou o objeto de desejo, subiu do pé para a mão: o celular! Seria isso apenas a transformação da sociedade com a evolução da tecnologia?
A cada dia (o meu e-mail está de prova) somos bombardeados com produtos inovadores ou simplesmente na moda, que a publicidade ajuda a vender. Mas eu sempre me pergunto: se o produto fosse tão bom e indispensável, precisaria de tanta propaganda? E te faço a seguinte pergunta: será que precisamos sempre do último modelo anunciado?
Estas reflexões não são para ficarmos deprimidos por consumir sem limites num planeta com dimensões finitas e recursos esgotáveis (esta também é outra história). O meu objetivo é lembrar que os nossos recursos financeiros também são excassos, tamanha é a oferta de produtos à disposição: carros, tvs ou celulares, só para citar alguns dos mais divulgados atualmente. No fundo todos: as montadoras de automóveis, os fabricantes de eletrônicos e os varejistas em geral disputam entre si a destinação do dinheiro que está no seu bolso para elas. Ou melhor, com o crédito, parte da sua renda é destinadas para estas empresas em parcelas, junto com os juros (bancos, não esqueci de vocês).
O que importa nesta história toda é: você consumidor e dono do seu dinheiro (para quem não tem dívidas) o que está fazendo? Você escolhe o que comprar, analisa o custo x benefício? Você pesquisa onde está mais barato e tem as melhores referências para o caso de algum problema na compra? Você procura pagar à vista com desconto (lembra da taxa de juros)? Você vende ou doa o que já não te serve ou está parado? Ou fica mofando ou vai simplesmente para o lixo (sabe se lá aonde vai parar)?
Saber como e no que será trocado o nosso dinheiro é tão ou mais importante do que ganhá-lo ou fazê-lo render. E não se esqueça: a verdadeira satisfação da compra está no que você usufrui dela e não na aquisição do produto ou serviço, pois esta é passageira, seja no celular, TV ou carro, até porque mês que vem pode estar sendo lançado um novo modelo!
26 jun